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Foi realizada entre 25 de maio e 25 de junho de 2026, a primeira consulta ampla com a finalidade de apoiar a etapa de levantamento de espécies candidatas a serem avaliadas quanto ao risco de extinção em Minas Gerais.
O Estado é um dos mais biodiversos do país, possuindo uma imensa riqueza de plantas e animais. Para o grupo dos vertebrados (peixes, aves, anfíbios, répteis e mamíferos) todas as espécies serão avaliadas, mas os grupos das plantas e animais invertebrados o elevado número de espécies ocorrendo em nosso território inviabiliza avaliar todas.
A iniciativa foi um grande sucesso e demonstrou o forte engajamento da comunidade científica e da sociedade com a conservação da biodiversidade mineira. Ao todo, 172 participantes contribuíram com a consulta, representando instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos, organizações da sociedade civil, setor produtivo e cidadãos interessados no tema. As contribuições vieram de diferentes estados brasileiros, abrangendo especialistas em diversos grupos taxonômicos, com destaque para flora, peixes, mamíferos, anfíbios, répteis, aves e invertebrados.
Todas as contribuições recebidas foram analisadas pela equipe técnica e por especialistas taxonômicos em uma Oficina técnica-científica de seleção das espécies candidatas. Nessa etapa, foram definidos critérios específicos para a inclusão de espécies no processo de avaliação do risco de extinção, considerando as particularidades de cada grupo taxonômico.
Para os animais vertebrados, foram incluídas todas as espécies com registro de ocorrência validado em Minas Gerais, contemplando integralmente os grupos dos peixes, aves, anfíbios, répteis e mamíferos.
Para os animais invertebrados, aquáticos e terrestres, os especialistas definiram como critérios de inclusão: espécies avaliadas anteriormente, espécies com distribuição restrita, disponibilidade e existência de especialista no grupo, espécies troglóbias.
Em relação às plantas, os especialistas definiram como critérios de inclusão: espécies endêmicas de Minas Gerais (nunca avaliadas ou com avaliação realizada até 2021), espécies com distribuição restrita no estado, espécies endêmicas do Brasil avaliadas como ameaçadas em âmbito nacional e com ocorrência em Minas Gerais e espécies de interesse econômico, cuja avaliação é relevante para subsidiar ações de conservação e manejo.
Veja aqui as listas das espécies selecionadas para a avaliação do risco de extinção em Minas Gerais.
A Primeira Consulta Ampla reuniu 172 participantes de diferentes regiões do Brasil, representando diversos grupos sociais, formações acadêmicas e áreas de atuação relacionadas à conservação da biodiversidade. A participação foi predominantemente composta por pesquisadores (75,0%), seguida pelos grupos como Outros (11,0%), Observadores (10,5%) e Setor Produtivo (3,5%), demonstrando forte engajamento da comunidade científica e de outros setores envolvidos com a conservação.
A consulta contou com representantes de diferentes unidades da Federação, com predominância da região Sudeste. Minas Gerais concentrou 77,9% dos participantes, seguido pelo Espírito Santo (9,3%), São Paulo (8,1%), Rio de Janeiro (2,3%), além de representantes da Bahia, Paraná e Sergipe, e um participante residente em Genebra (Suíça).
Em relação aos grupos taxonômicos de atuação, houve forte predominância de especialistas em plantas (65,7%), refletindo o foco da consulta. Também participaram especialistas em peixes (11,0%), mamíferos (6,4%), invertebrados terrestres (6,4%), anfíbios (4,1%), répteis (3,5%), invertebrados aquáticos (1,7%) e aves (1,2%).